quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Missa de Sempre em Betim/MG no mês de novembro.



Prezados amigos,

Salve Maria!

A Missão Sagrada Família de Betim/MG tem a alegria de informar que no dia 10 de novembro, segunda feira, teremos Santa Missa de Sempre em Betim/MG, celebrada pelo Padre Cardozo.




A Santa Missa será celebrada as 19:00h, impreterivelmente, precedida de confissão auricular e récita do Santo Terço no seguinte endereço: Rua Maria Geralda de Oliveira, (antiga Rua 11) nº. 274, bairro Quinta dos Godoy, em Betim/MG. Telefone para contato: (31) 3596-5097.


Aguardamos todos lá, com a graça de Deus.


No Coração da Virgem.

Fonte: Pale Ideas


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Procissão em honra a Nossa Senhora Aparecida, Imperatriz do Brasil, em Betim/MG.




Prezados amigos,

Salve Maria!

Todos os anos, a Associação Cultural Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos promove, no dia 12 de outubro, uma pequena procissão em honra a Nossa Senhora Aparecida, Imperatriz do Brasil.

Para este ano, faremos a mesma coisa, agora sob a égide da Missão Sagrada Família. Dia 12 de outubro deste ano será um domingo (é preciso atentar para isso!) faremos como sempre fizemos, mas agora, integrando esta procissão a todas as Missões de Minas Gerais. A Missão de Betim/MG se integrará à Missão de Contagem (Nossa Senhora das Graças) para esta procissão.

Ano passado, a Associação Santo Atanásio promoveu também esta procissão em concomitância à Associação betinense.

Pois bem. A procissão em Betim/MG iniciará, dia 12 de outubro, as 8:00 (oito horas da manhã), impreterivelmente, e seguirá o seguinte itinerário: Sairemos da Praça onde se tem um Cruzeiro, na Rua do Rosário, bem próximo à PUC-Betim, em direção à Praça Milton Campos, no Centro da Cidade (alto da Av. Governador Valadares), passando, antes, por toda a Rua do Rosário, sentido Centro.


Praça donde sairemos


Praça donde sairemos



As intenções da procissão serão estas, dentre outras: Em honra a Virgem Aparecida, em desagravo das ofensas cometidas contra o SS. Coração de Jesus e das ofensas cometidas contra o Imaculado Coração da Virgem Maria, pela consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, pela restauração e triunfo da Tradição Católica em Minas Gerais, pelas intenções particulares de cada peregrino, pela conversão dos pecadores e pela fecundidade dos Apostolados Católicos Tradicionais.

No trajeto estabelecido, rezaremos o Santo Rosário e cantaremos hinos populares em honra da Virgem.

Ao chegarmos ao local pretendido, renovaremos às Consagrações a Nossa Senhora (segundo o método de São Luis) e faremos Atos de Desagravo.

Fica o convite para todos os católicos de Betim/MG e região a participarem da procissão. Levem os seus terços e estampas de Nossa Senhora Aparecida.



No Coração da Virgem do Rosário.

Fonte: Missão Sagrada Família

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Santa Missa em Betim/MG no mês de setembro.


Prezados amigos,

Salve Maria!

A Missão Sagrada Família de Betim/MG tem a alegria de informar que no dia 07 de setembroDOMINGO (graças a Deus e a Virgem!) teremos Santa Missa de Sempre em Betim/MG, celebrada pelo Padre Cardozo.




A Santa Missa será celebrada as 10:00h, impreterivelmente, precedida de confissão auricular e récita do Santo Terço no seguinte endereço: Rua Maria Geralda de Oliveira, (antiga Rua 11) nº. 274, bairro Quinta dos Godoy, em Betim/MG. Telefone para contato: (31) 3596-5097.


Aguardamos todos lá, com a graça de Deus.


No Coração da Virgem.

Fonte: Pale Ideas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Fotos da Consagração da Missão Sagrada Família ao Imaculado Coração de Maria em Betim/MG.

Prezados amigos,

Salve Maria!

É com muita satisfação que disponibilizamos aos leitores deste singelo blog as fotos da Santa Missa de ontem, dia de São Bernardo, Doutor da Igreja (20 de agosto de 2.014), e da Consagração da Missão Sagrada Família ao Imaculado Coração de Maria.

A Santa Missa foi celebrada pelo Revdo. Pe. Ernesto Cardozo, acompanhada de um sermão sensacional sobre São João Maria Vianney e outras questões como “missa” nova, novo catecismo, e etc.

Estamos tratando de transcrever para português o sermão da aludida missa e logo disponibilizaremos o áudio/vídeo e transcrição.

Ressalta-se que nessa Missa, o menino Arlindo tomou a sua Primeira Comunhão.

Fiquem com Deus.


No Coração da Virgem Imaculada.




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Santa Missa de Sempre em Betim/MG no mês de julho.



A Missão Sagrada Família de Betim/MG tem a alegria de informar que nos dias 25 e 26 de julho (sexta e sábado) teremos Santa Missa de Sempre em Betim/MG, celebradas pelo Padre Cardozo.


As Missas serão celebradas sempre as 19:30, precedida de confissão auricular no seguinte endereço: Rua Maria Geralda de Oliveira, (antiga Rua 11) nº. 274, bairro Quinta dos Godoy, em Betim/MG. Telefone para contato: (31) 3596-5097.


Aguardamos todos lá, com a graça de Deus.

Antes das Missas, rezaremos o Santo Terço.


No Coração da Virgem.

Fonte: Pale Ideas.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

¡Feliz cumpleaños, Pe. Cardozo!







"No dia do teu nascimento, já possuis a realeza no esplendor da santidade." Salmo 109,3


Hoje é o aniversário do Pe. Cardozo. Reze por este valente sacerdote!


Para ver mais fotos, clique aqui e aqui.






sexta-feira, 20 de junho de 2014

Missa de Sempre hoje, 20/06/14, em Betim/MG.

Prezados amigos,

Salve Maria!

Anunciamos que hoje, 20/06, teremos Missa de Sempre em Betim/MG, as 19:30 na casa do Sr. Fernando que se localiza na  Rua Maria Geralda de Oliveira, (antiga Rua 11) nº. 274, bairro Quinta dos Godoy, em Betim/MG. Telefone para contato: (31) 3596-5097.
O celebrante será o Pe. Marcelo Gabert Mais.


Amanhã, 21/06 e domingo, 22/06, as Missas serão celebradas em Contagem/MG na Rua Teodoro Fernandes dos Santos, n°. 391, bairro Riacho em Contagem/MG. Telefone para contato: (31) 3356-0563, conforme anunciado.

Logo disponibilizaremos as fotos e os vídeos.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Santa Missa de Corpus Christi em Betim/MG.

Prezados,
Salve Maria!

Teremos Santa Missa hoje, quarta-feira 18/06, às 19:30 em Contagem na Rua Teodoro Fernandes dos Santos, n°. 391, bairro Riacho em Contagem/MG. Telefone para contato: (31) 3356-0563.

Amanhã, quinta-feira 19/06, solenidade de Corpus Christi, às 17:00 na cidade de Betim/MG no seguinte endereço: Rua Maria Geralda de Oliveira, (antiga Rua 11) nº. 274, bairro Quinta dos Godoy, em Betim/MG. Telefone para contato: (31) 3596-5097.

Celebrante: padre Marcelo Gabert Masi




segunda-feira, 2 de junho de 2014

Meditações de Santo Afonso de Ligório - Novena ao Divino Espírito Santo – Terceiro dia


Terceiro dia – Domingo


O amor é uma água que apaga a sede.

“Aquele que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede.” (Jo 4,13).

I – O amor é também chamado fonte de água viva. O nosso Redentor disse à mulher samaritana: “Aquele que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede.” (Jo 4,13). O amor é, pois, uma água que mata a sede; aquele que ama Deus sinceramente, não busca nem deseja coisa alguma fora de Deus; porque em Deus encontra todos os bens. Assim, contente em possuir Deus, repete sempre na alegria de seu coração: “Meu Deus e meu tudo!” Ó meu Deus! Vós sois meu único bem. Mas Deus queixa-se de muitas almas que vão mendigar junto das criaturas alguns miseráveis e curtos prazeres, e O abandonam, Bem infinito e fonte de todas as alegrias: “Eles abandonaram a mim que sou fonte de água viva, e cavaram para si cisternas que não podem reter água.” (Jr 2,13).

Ai está, porque o Senhor que nos ama, e deseja ver-nos contentes, nos clama a todos: “Se alguém tem sede, venha a Mim.” (Jo 7,37). Quem deseja a verdadeira felicidade, venha a Mim, dar-lhe-ei o Espírito Santo, que o fará feliz, nesta vida e na outra: sentirá correr de seu seio rios de água viva, como os profetas anunciaram.

Aquele, pois, que crê em Jesus Cristo, e o ama, será enriquecido de tantas graças, que de seu coração, ou de sua vontade, que é como seio da alma, fluirão fontes de santas virtudes, que o ajudarão não somente a conservar a própria vida, mas ainda a comunica-las a outros. A água misteriosa que nos fala Nosso Senhor, é precisamente o Espírito Santo, o amor substancial que Jesus nos prometeu enviar após sua Ascenção: “Isto lhes disse a respeito do Espírito Santo, que haviam de receber os que cressem Nele; porque ainda o Espírito não fora dado, por não ter sido ainda Jesus glorificado.” (Jo 7,39).

II – A chave que nos abre os canais dessa água desejável é a oração, pela qual obtemos todos os bens em virtude da divina promessa: “Pedi e recebereis.” (Jo 16,24). Somos cegos, pobres e fracos, mas a oração nos consegue a luz, a riqueza e a força da graça. Com a oração podemos tudo, dizia São Teodoreto. Aquele que ora recebe tudo que deseja. Deus quer dar-nos suas graças, mas quer que as peçamos.

“Senhor, dai-me desta água.” (Jo 4,15). Meu Jesus, dir-Vos-ei como a Samaritana, dai-me desta água do Vosso santo amor, que me faça esquecer a terra e viver só para Vós, ó Amável infinito. Regai o que é seco. Minha alma é terra seca, que não produz senão abrolhos e espinhos do pecado; Ah! Inundai-me com as águas de vossa graça, para que produza algum fruto para Vossa glória, antes que a morte me arrebate deste mundo. Ó fonte de água viva! Ó Bem supremo! Quantas vezes Vos deixei pelas águas lodosas desta terra, que me privaram de Vosso amor! Ah! Quisera eu ter morrido antes de Vos ofender! Mas no futuro, não quero buscar nada senão Vós somente. Ó meu Deus, socorrei e fazei que Vos seja fiel. Maria Santíssima, minha esperança, cobri-me sempre com Vosso manto.

Meditações de Santo Afonso de Ligório - Novena ao Divino Espírito Santo - Segundo dia


Novena ao Divino Espírito Santo
Meditações de Santo Afonso de Ligório - Tomo II

Segundo dia - Sábado


Ilumina meus olhos, para que eu não durma jamais na morte. (Sl 12, 4)

Um dos maiores males que nos causou o pecado de Adão, é o obscurecimento de nossa razão pelos efeitos das paixões que nos ofuscam o espírito. Ora, o ofício do Espírito Santo é exatamente dispersar as trevas do pecado e ao mesmo tempo fazer nos conhecer a vaidade do mundo, a importância da salvação eterna, o valor da graça e o amor imenso que Deus merece pela sua bondade e misericórdia. Se queremos ser iluminados, recorramos muitas vezes ao divino Paráclito.

I – Um dos maiores danos que nos causou o pecado de Adão, é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Mui desgraçada é a alma que se deixa dominar por alguma paixão! A paixão é uma nuvem, um véu, que nos impede de ver a verdade. Como pode fugir do mal aquele que não o conhece? E este obscurecimento da nossa razão aumenta em proporção ao número de nossos pecados.

Mas o Espírito Santo é também chamado Lux Beatíssima, Luz beatíssima, com seus esplendores divinos, não só abrasa nosso coração em seu santo amor, como também dissipa as nossas trevas e nos faz conhecer a vaidade dos bens terrenos, o valor dos eternos, a importância da salvação, o preço da graça, a bondade de Deus, o amor infinito que Ele merece e o imenso amor que nos tem.

“O homem animal não percebe as coisas que são do Espírito de Deus.” (I Cor 2,14). O homem chafurdado no lamaçal dos prazeres mundanos pouco percebe as verdades da fé. Eis porque o infeliz tem amor ao que devia odiar, e odeia ao que diva amar. Santa Maria Madalena de Pazzi exclamava: O amor não é conhecido! O amor não é amado! Santa Teresa dizia igualmente que Deus não é amado porque não é conhecido. Os santos pediam a Deus sem cessar luz e mais luz: enviai Vossa luz; dissipai minhas trevas; abri meus olhos, porque, sem sermos esclarecidos, não podemos evitar o abismo nem encontrar a Deus.

II – Como fruto desta meditação tomemos a resolução de invocar várias vezes o Espírito Santo nas dificuldades que encontramos não somente nos negócios espirituais da alma, mas também nas corporais, especialmente nas de mais graves consequências. Lembremo-nos, porém, que Deus não nos comunicará suas luzes sempre imediatamente; as mais das vezes se servirá, para tal fim, dos nossos superiores e pais espirituais que ele deixou como seus representantes na terra: “Quem vos ouve a mim ouve. Quem vos despreza, a mim despreza.” (Lc 10,16).

Santo e divino Espírito, creio que sois verdadeiramente Deus e que é só com o Pai e o Filho. Adoro-Vos e reconheço-Vos como autor de todas as luzes com as quais me fizeste conhecer o mal que fiz ofendendo-Vos, e quanto sou obrigado a amar-Vos. Vou dou graças e me arrependo sumamente de Vos ter ofendido. Merecia que me abandonasses em minhas trevas, mas veja que ainda não me abandonaste.


Ó Espírito eterno, continuai a esclarecer-me e fazei-me conhecer sempre melhor Vossa bondade infinita e dê-me força para Vos amar no futuro de todo meu coração. Ajuntai graça a graça, para que eu fique docemente unido a Vós e obrigado a amar senão a Vós. Eu Vo-lo suplico pelos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amo-Vos ó meu soberano bem, amo-Vos mais que a mim mesmo. Quero ser todo Vosso; recebei-me e não permitais que me separe de Vós. – Ó Maria, minha Mãe, assisti-me sempre com Vossa intercessão.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Meditações de Santo Afonso de Ligório - Novena ao Divino Espírito Santo


Novena ao Divino Espírito Santo
Meditações de Santo Afonso de Ligório - Tomo II

Primeiro dia – Sexta feira

Et apparuerunt illis dispertitae liguae, tanquam ignis – “E apareceram sobre eles repartidos como que línguas de fogo.” (At. 2,3).

A novena do Espírito Santo é a primeira de todas, porque foi celebrada pelos santos apóstolos e por Maria Santíssima no Cenáculo, entre muitos prodígios. Lembremos de que ao Divino Paráclito é atribuído especialmente o dom do amor. Convém, portanto, que nesta novena consideremos o grande valor do amor divino. Em primeiro lugar, o amor é aquele fogo que inflamou todos os santos a fazerem grandes coisas por Deus. Se quisermos também ficar abrasados, apliquemo-nos sempre, mas em particular nestes dias, à oração, que é a fornalha onde o fogo do amor divino se acende.

I – Deus ordenou na antiga Lei que o fogo ardesse continuamente no seu altar. Diz São Gregório que os altares de Deus são nossos corações, onde Ele quer que o fogo de seu santo amor arda sem cessar. Por isso o Eterno Pai, não satisfeito em ter-nos dado Jesus Cristo, seu Filho, para nos salvar por sua Morte, quis dar-nos ainda o Espírito Santo, para que habitasse em nossas almas, e as conservasse continuamente abrasadas de amor.

Jesus mesmo declarou que descera à Terra exatamente para inflamar com este fogo sagrado nossos corações, e que seu único desejo era vê-lo acesso: “Vim lançar fogo à Terra e que coisa Eu quero senão que se acenda?” (Lc 12, 49). Eis aqui porque, esquecendo as injúrias e ingratidões dos homens, logo que subiu ao Céu, nos enviou o Espírito Santo. – Assim, ó Redentor amadíssimo, na vossa glória, como nos vossos sofrimentos e humilhações, nos amais sempre?

Pela mesma razão o Espírito Santo quis aparecer no Cenáculo sob forma de línguas de fogo: “E apareceram sobre eles repartidos como que línguas de fogo.” (At. 2,3). Por isso também a Igreja nos faz rezar com estas palavras: “O Senhor, fazei que o vosso divino Espírito nos inflame com o fogo que Jesus Cristo veio trazer sobre a terra, e que desejou tão ardentemente ver brilhar nela.” – Foi este amor o fogo que inflamou os santos a fazerem grandes coisas por Deus: amar os inimigos, a desejar os desprezos, a despojar-se de todos os bens terrenos e a abraçar com alegria os tormentos e a morte. O amor não pode ficar ocioso e nunca diz: Basta. A alma que ama a Deus, quanto mais faz por seu amado, mais quer fazer ainda para mais lhe agradar e ganhar mais e mais a sua afeição.

II – O Espírito Santo acende o fogo do amor divino por meio da meditação: “Na minha meditação se acenderá o fogo.” (Sl 38,4). Se então, desejamos arder em amor para com Deus, amemos a oração; ela é a feliz fornalha em que o coração se abrasa neste ardor celeste.

Meu Deus, até aqui nada tenho feito por Vós, que tão grandes coisas fizeste por mim. Ah! Quanto a minha frieza deve mover-Vos a rejeitar-me! Peço-Vos, ó Espírito Santo: Aquecei o que está frio. Livrai-me de minha frieza e inspirai-me um grande desejo de Vos agradar. Renuncio a todas as minhas satisfações, e antes quero morrer do que Vos dar o menor desgosto. – Aparecestes sob a forma de línguas de fogo; consagro-Vos minha língua, para que não Vos ofenda mais. Ó Deus, Vós me destes a língua para Vos louvar, e dela tenho me servido para Vos ultrajar e levar os outros também a Vos ofender! Arrependo-me de toda minha alma.

Ah! Pelo amor de Jesus Cristo, que na sua vida Vos honrou tanto com a língua, faça com que de agora em diante não cesse de Vos honrar, celebrando Vossos louvores, invocando-Vos muitas vezes, falando da Vossa bondade e do amor infinito que mereceis. Amo Vos meu soberano bem; amo Vos Deus de amor. – Ó Maria Santíssima, sois Vós a Esposa fidelíssima do Espírito Santo; obtende este fogo divino.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Santa Missa em Betim/MG e Contagem/MG no mês de maio.



A Missão Sagrada Família de Betim/MG tem a alegria de informar que nos dias 28, 29 e 30 de maio teremos Santa Missa de Sempre em Betim e Contagem /MG, respectivamente, celebradas pelo Padre Cardozo.


A Missa do dia 28 de maio (quarta-feira) será celebrada as 19:30 impreterivelmente, precedida de confissão auricular na cidade de Betim/MG no seguinte endereço: Rua Maria Geralda de Oliveira, (antiga Rua 11) nº. 274, bairro Quinta dos Godoy, em Betim/MG. Telefone para contato: (31) 3596-5097.

Já as Missas em Contagem/MG serão celebradas nos dias 29 e 30 de maio (quinta e sexta-feira), impreterivelmente as 19:30, também precedida de confissão auricular para quem quiser/precisar. Esta será celebrada na casa do Sr. Walmir e Sra. Cristina, como costumeiramente, que se localiza na Rua Teodoro Fernandes dos Santos, n°. 391, bairro Riacho em Contagem/MG. Telefone para contato: (31) 3356-0563.

Aguardamos todos lá, com a graça de Deus.

Antes das Missas, rezaremos o Santo Terço.


No Coração da Virgem.



quinta-feira, 15 de maio de 2014

A Vida Oculta em Nazaré

Père Garrigou-Lagrange
La Mère du Sauveur et notre vie intérieur

Maria recebe incessantemente de graça e de caridade, quando leva o Menino nos braços, O alimenta, quando recebe Suas carícias, escuta Suas primeiras palavras, o sustenta em Seus primeiros passos. O Menino, entretanto – diz São Lucas (II, 40) – crescia e se fortificava, estando cheio de sabedoria e a graça de Deus estava nele.” Quando tinha doze anos, acompanhou a Virgem Maria e São José a Jerusalém para celebrar a Páscoa, e no momento do regresso, ficou na cidade sem que seus pais percebessem. Somente no final de três dias o encontraram no Templo entre os doutores da Lei. E Ele os disse: “Porque me buscavam? Não sabiam que devo me ocupar das coisas de meu Pai? Mas eles – faz notar São Lucas, II, 50 – não entenderam o que os dizia.”

Maria Santíssima aceita na obscuridade da fé o que não podia compreender; o mistério da Redenção se irá revelando progressivamente em toda sua profundidade e extensão. Constituiu uma grande alegria o encontrar Jesus, porém esta alegria deixava pressentir muitíssimos sofrimentos.

Bossuet (1) faz estas observações, a propósito da vida oculta de Nazaré, que se prolongou até o ministério público de Jesus: “Os que se chateiam por Jesus Cristo e se envergonham por vê-lo passar a vida em tão estranha obscuridade, se chateiam também com respeito à Maria Santíssima e querem lhe atribuir inúmeros milagres. Mas escutemos o Santo Evangelho: ‘Maria guardava todas essas coisas em seu coração’ (Luc., II, 51)... Não é um emprego bastante digno este de conservar em seu coração tudo o que havia notado e visto de seu caro Filho? Se os mistérios de sua infância foram tão grato passatempo, quanto não se alegraria em ocupar se e meditar em todo o resto da vida de seu Filho? Maria Santíssima meditava em Jesus... permanecia em continua contemplação, fundindo se e derretendo se, por assim dizê-lo, em amor e desejos... Que diremos, pois, de todos esses que inventam belas lendas referentes à Santíssima Virgem? O que vamos dizê-los se a humilde e perfeita contemplação não os basta e satisfaz? Porém, se bastou a Maria e a Jesus, durante trinta anos, não foi mais que o suficiente para a Virgem continuar neste santo exercício? O silêncio da Escritura, com respeito a essa divina Mãe, é mais sublime e eloquente que todos os discursos. Ó homem, demasiado ativo e inquieto por tua própria atividade! Aprende a contentar se com escutar a Jesus em teu interior, lembrando-te Dele e meditando em suas palavras... Orgulho humano! Porque queixais tu com teu desassossego, por não ser nada no mundo? Que personagem foi Jesus nele? E entretanto, que celebridade a de Maria! Eram a admiração do mundo, o espetáculo de Deus e dos anjos! Que faziam? De que se ocupavam? Que fama tinham na terra? E tu queres ter um nome e uma posição gloriosa? Não conheces a Maria nem a Jesus! Dizes: não tenho nada que fazer; quando, em parte, a obra da salvação dos homens está em tuas mãos. Não existem inimigos que reconciliar, diferenças que eliminar, dissensões que terminar, do que disse o Senhor: ‘Tereis salvado vosso irmão’ (Mt., XVIII, 15)? Não existem miseráveis que se há de impedir que murmurem, blasfemem, se desesperem?  E quando tudo isso se tenha concluído, não resta ainda o negócio de tua salvação, a verdadeira obra de Deus para cada um de nós?”

Quando se medita na vida oculta de Nazaré, neste silêncio e progresso espiritual de Maria, e depois, por oposição, no que o mundo moderno chama com frequência de progresso, se chega a esta conclusão: nunca se falou tanto de progresso como se esqueceu do mais importante de todos, o progresso espiritual. O que aconteceu? O que tantas vezes fez notar Le Play, que o progresso inferior buscado por si mesmo, está acompanhado da facilidade do prazer, da ociosidade e descanso, de um imenso retrocesso moral até o materialismo, o ateísmo e a barbárie, como mostram muito bem as duas últimas guerras mundiais.

Em Maria, pelo contrário, encontramos a realização cada vez mais perfeita da palavra evangélica: “Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo teu espírito, e ao próximo como a ti mesmo” (Lc., X, 27).

Quanto mais avança, mas ama a Deus com todas as suas forças, ao ver, durante o ministério público de Jesus, como se eleva contra Ele a contradição, até a consumação do mistério da Redenção.





(1)    Elévations, XX semana, IX e X elev.


sexta-feira, 25 de abril de 2014

A CARIDADE FRATERNA – Parte III


Pe. Garrigou-Lagrange, O.P.,
La Providence et la Confiance en Dieu

A Prática da Caridade Fraterna e os Cuidados da Providência

Santa Catarina de Sena adverte continuamente no Diálogo que a Providência nos deu a cada um, qualidades muito diferentes para que nos ajudemos mutuamente e tenhamos ocasião de praticar a caridade fraterna. Não faltam, por outra parte, ocasiões de faltar a ela, mesmo em ambientes muito cristãos, nos quais, junto a virtudes admiráveis se manifestam verdadeiras enfermidades morais. E mesmo suprimindo todos os defeitos, não faltam motivos de choque e de atritos pela variedade de temperamentos, de caracteres e de aptidões intelectuais que orientam um para a ciência especulativa, outro para a técnica, este para a síntese, aquele à análise. Outras vezes se originam as dissenções porque há quem se compraz em dividir para estorvar a obra de Deus, para impedir, sobretudo, as obras mais elevadas, mais divinas e mais belas. Somente no céu desaparecerá todo motivo de conflito, porque lá, todos os bem-aventurados, à luz divina, veem no Verbo quanto devem desejar e querer.

No meio de todo este cúmulo de dificuldades, como se há de praticar a caridade fraterna? De duas maneiras: primeiro pela benevolência, considerando o próximo à luz da fé, para descobrir nele a vida da graça ou ao menos as aspirações à esta vida; depois pela beneficência, servindo ao próximo, suportando os defeitos dos demais, pagando o mal com o bem, evitando a inveja e pedindo continuamente a Deus a união dos espíritos e dos corações.

Primeiro a benevolência. Temos que ter olhos puros e atentos para ver no próximo, as vezes sob aparência rude e sombria, a vida divina ou as aspirações latentes dela, fruto das graças atuais que todos os homens, um dia ou outro recebem. Para ver assim a alma do próximo, deve haver uma desapegar-se de si mesmo. O que muitas vezes nos impacienta e irrita no próximo não são as faltas graves aos olhos de Deus, mas os defeitos de temperamento ou as inclinações do caráter, compatíveis com a virtude real. Suportamos com maior facilidade a pecadores muito afastados de Deus, porém de condição amável, que a certas almas que, mesmo sendo virtuosas, põem as vezes a prova a nossa paciência. Devemos, pois, considerar à luz da fé aqueles com quem convivemos, para descobrir neles o que agrada a Deus e amá-los com Ele os ama.

Agora, é muito oposto à benevolência o juízo temerário, que não é uma simples impressão a respeito do próximo, mas que consiste em afirmar o mal por leves indícios. Veem-se dois, mas se diz que são quatro, geralmente por orgulho. Quando o juízo é plenamente deliberado e consentido em matéria grave, é falta contra a caridade e a justiça. Contra a justiça porque o próximo tem direito a sua boa fama, que, depois do direito de cumprir com o dever é um dos mais sagrados, muito mais que o direito de propriedade. Pessoas que jamais roubariam vinte francos, roubam ao próximo a reputação com juízos temerários sem fundamento algum. A maioria das vezes o juízo temerário é falso; como é possível julgar com verdade as intenções íntimas de uma pessoa cuja dúvida, erros, dificuldades, tentações, bons desejos e arrependimentos ignoramos? E mesmo o juízo temerário seja verdadeiro, sempre é falta contra a justiça, porque ao emiti-lo, se arroga a jurisdição que não o corresponde: só Deus pode julgar as intenções dos corações, enquanto não são suficientemente manifestas.

É também falta contra a caridade, por vir de espírito malévolo, que só a cor de benevolência deixa escapar alguns elogios superficiais, que terminam sempre com um mais característico. Em lugar de considerar o próximo como irmão, se vê nele um adversário ou rival à quem é preciso combater. Por São Mateus nos diz Nosso Senhor: “Não julgueis para não serdes julgados. Porque com o mesmo juízo que julgardes sereis julgado, e com a mesma medida que medirdes sereis medidos. Mas tu, como te pões a olhar a palha que está no olho de teu irmão e não repara a trave que está em teu olho?” (Mt., 7,1).

Porém, se o mal é evidente, nos manda Deus, por ventura, que nos enganemos? Não, mas proíbe-nos murmurar com orgulho; as vezes nos impõem, em nome da caridade, a correção fraterna realizada com benevolência, humildade, doçura e discrição; e se é impossível ou inútil a correção fraterna particular, se deve pedir, as vezes humildemente, ao superior encarregado de velar pelo bem comum. Finalmente, como diz Santa Catarina de Sena, quando o mal é evidente, o mais perfeito seria não murmurar, mas compadecer-nos e carregar nós mesmo com o mal diante de Deus, ao menos em parte, a exemplo de Nosso Senhor que carregou todas as nossas faltas e nos disse: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo., 13,34). Está é uma das maravilhas do plano da divina Providência. Para não cair, pois, nos juízos temerários, acostumemo-nos a olhar o próximo à luz da fé.

Devemos também ama-lo com atos, eficaz e na prática com amor de caridade benévola e benéfica. De que maneira? Fazendo favores sempre que nos pedir e nos seja possível. Suportando seus defeitos, que é uma maneira de fazer favor e de conseguir pouco a pouco sua correção. Lembremos que a este propósito que não são as faltas graves o que mais nos impacienta no próximo, mas certos defeitos de temperamento, como nervosismo, que faz ser brusco ao fechar a porta, a estreiteza de juízo, a falta de oportunidade, a mania de presumir e outros defeitos semelhantes. Sejamos tolerantes uns com os outros, sem irritar-nos por um mal permitido por Deus para humilhar a uns e provar outros; não degenere nosso zelo em dureza e ao queixar-nos de alguém, não creiamos ter realizado um ideal. Não façamos a oração do fariseu.

Saibamos dizer uma palavra boa no momento oportuno; este é o meio que a Providência põe em nossas mãos para ajudar-nos mutuamente. Um religioso cheio de dificuldades se reanima com uma simples palavra do superior que o deseja muitos consolos no desempenho do ministério e também tribulações que o sirvam de purgatório nesta terra.

A fim de que nosso amor ao próximo seja efetivo, deve-se evitar a inveja, para o qual, como o adverte Bossuet, devemos alegrar-nos santamente das qualidades que Deus dispensou aos demais e que não resplandecem em nós. O mesmo cabe dizer da distribuição do trabalho e dos ofícios eclesiásticos, que contribuem para o esplendor da Igreja e das Comunidades Religiosos. Como diz São Paulo, a mão, longe de invejar o olho, se aproveita da luz que deste recebe; assim também, longe de invejarmos uns aos outros, alegremo-nos das qualidades que vemos no próximo; são também nossas, por sermos todos membros de um mesmo corpo místico, no qual tudo deve concorrer à glória de Deus e à salvação eterna das almas.

Não só temos que tolerar-nos e evitar a inveja como também é preciso pagar o mal com o bem por meio da oração, do bom exemplo e da ajuda mútua. Conta-se de Santa Teresa que um dos meios de conquistar sua amizade era ocasiona-la desgostos. A Santa praticava o conselho de Nosso Senhor: “Se alguém quer tirar-lhe a túnica, dá-lhe também o manto.” É particularmente eficaz a oração pelo próximo no momento mesmo em que nos está fazendo sofrer de alguma forma, como foi a oração de Santo Estevão Protomártir por seus carrascos e a de São Pedro de Verona, mártir, por quem lhe deu a morte.

Finalmente, para praticar devidamente a caridade fraterna devemos pedir continuamente a união dos espíritos e dos corações. Na Igreja nascente dos primeiros cristãos formavam “um só coração e uma só alma”, e deles se dizia: “Vejam como se amam”; e o disse Nosso Senhor: “Nisso conhecerão que são meus discípulos.” Toda família cristã e toda família religiosa deve ser, à luz da fé, uma cópia da íntima união dos cristãos da Igreja nascente. Desta maneira seguirá se cumprindo a oração de Jesus Cristo: “Não rogo somente por estes (os apóstolos) mas também por aqueles que creram em Mim por meio de sua pregação, para que todos sejam um; e como Tu, ó Pai, estás em Mim, e Eu em Ti, assim sejam eles uma mesma coisa em Nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste. Eu os dei a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um.” (Jo., 17,20).

Assim se realiza de maneira forte e suave o plano providencial, assim se ajudam mutuamente os homens para caminhar para vida eterna. E aqui descobrimos uma prova da origem divina do Cristianismo; porque o mundo, que edifica sobre o egoísmo, sobre o amor próprio e os interesses que dividem, não pode produzir esta caridade; as associações mundanas não tardam a dissolver-se, porque nas palavras bonitas de solidariedade e fraternidade se ocultam muitas invejas e ódios profundos.

Somente o Salvador pode libertar-nos, que para isso veio ao mundo. “Qui propter nos homines et propter nostram salutem descendit de coelis... et homo factus est.”